O Passo é um método de Educação Musical criado por Lucas Ciavatta em 1996
e, atualmente, utilizado no Brasil e no Exterior.
O Passo não
trabalha visando este ou aquele tipo de realização. Ele trabalha com a
construção de uma base, algo que traz inúmeras possibilidades e abre uma porta,
não apenas para os ritmos e os sons, mas para a rítmica como um todo e para uma
real aproximação com o universo sonoro.
O Passo surge em resposta
ao processo altamente seletivo do acesso à prática musical tanto nos espaços
acadêmicos quanto nos espaços populares.
Sua maior inspiração veio da
riqueza do fazer musical popular brasileiro, principalmente no que diz respeito
à relação corpo e música no processo de aquisição do suingue.
Baseado
num andar específico e orientado por quatro pilares (corpo,
representação, grupo e cultura), O Passo introduziu
no ensino-aprendizagem de ritmo e som novos conceitos, como posição e
espaço musical, e novas ferramentas, como o andar que dá nome ao método,
notações orais e corporais e a Partitura d'O Passo.
O
Passo propõe que cada evento musical, rítmico ou melódico, seja
identificado, compreendido e escrito, oral, corporal e graficamente. Uma
diferença com relação a outros métodos é a constante preocupação de neste
processo nunca dissociar qualquer evento musical do fluxo que lhe dá vida.
Entender o que é um contratempo é bem mais que entender o que é a metade de um
tempo. O mais importante é entender o fluxo que movimenta o contratempo e o
espaço musical onde este fluxo se dá. Um espaço musical é um intervalo de tempo
representado na mente sob forma de imagens, através do movimento corporal.
Qualquer músico, erudito ou popular, para realizar um contratempo, marcará com o
corpo, de alguma forma, o tempo. É assim, na vivência do fluxo, que ele resgata
a imagem do que é um contratempo e o realiza.
Da mesma forma, saber o
que é um "lá" é bem mais que saber o que é um som que vibra a 440Hz. Saber o que
é um "lá" é conhecer seu contexto, toda uma série de relações tonais que
movimentam este som em termos harmônicos. Todo o processo de afinação passa pelo
conhecimento deste fluxo de progressões harmônicas.
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